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Israel, 10 anos depois

Toronto amanheceu com uma inesperada tempestade de granizo. No mesmo dia, algumas horas mais tarde, eu perguntei para a Lu:

"Você sabe porque choveu forte hoje, Luciana?" E eu mesmo respondi: "Por que eu vou finalmente atualizar o site, com a viagem para Israel"!

Ela parou por alguns segundos e, surpresa, retrucou:

"Mas como você vai atualizar o site em Maio, sobre uma viagem que aconteceu em Dezembro?"

Pois então, depois de muitos meses, volto para as páginas deste site. Muito aconteceu neste longo inverno, principalmente muito trabalho, o que conseqüentemente me deixou com bem menos tempo para tudo mais. Mas este será um tema para uma futura atualização. Por hora, vamos falar de Israel - e da Grécia!

Presente de Grego

O destino era Israel, a escala era onde o vento (e o preço) nos levasse. Decidimos relativamente tarde viajar para Israel , apenas dois ou três meses antes da viagem. Com isso, os preços já estavam muito salgados. Portanto, fazendo buscas pela Internet, encontramos voos com escalas nos mais diversos lugares. Zurique, Moscou, Roma... mas acabamos indo por Atenas, Grécia. Voo direto, nem pensar - muito mais caro! Mas no final, encontramos em Atenas um bom custo-benefício.

Compramos a passagem e inicialmente programamos três dias na capital e arredores. Porem, uma ou duas semanas antes, começaram a ocorrer protestos violentos em Atenas - maravilha! Era o nosso "presente de grego". Como a imprensa não é uma fonte confiável (a mídia tem a desagradável tendência de fazer tempestade em copo d'água), como avaliar uma situação assim? Ligamos para as embaixadas dos ''nossos três países'' para buscar detalhes sobre a situação, sob uma perspectiva local.

A Embaixada dos EUA nos disse, de forma pouco flexível: "não recomendamos a presença no Centro de Atenas". Certo... a região turística fica no Centro. Ligamos então para a Embaixada do Canadá. Não conseguimos falar com ninguém, só com o sistema de atendimento eletrônico (bem típico). Por fim, ligamos para a Embaixada do Brasil, que nos disse, no estilo oba-oba: "pode vir, está tudo tranquilo, basta evitar os protestos!". Ou seja, cada um dizia uma coisa. No fim resolvemos ficar apenas um dia, pois na pior das hipóteses, poderiamos simplesmente permanecer no Aeroporto.

Já em solo grego, evitamos um protesto previamente marcado para às 15:00 em frente ao Parlamento, e nada demais ocorreu. Foi um dia muito agradável, onde vimos provavelmente tudo o que um turista precisa ver em Atenas. À noite, retornamos ao Aeroporto, de onde pegamos um voo de madrugada para Tel-Aviv, para enfim chegarmos a um lugar tranquilo. Tranquilo?

Uma semana depois, começava a ação do Exército de Israel contra o Hamas em Gaza. Evidentemente, não vimos nada, muito menos passamos por algum problema, pois o movimento ficou restrito à Gaza e localidades próximas. E claro, normalmente o que você vê na TV parece um milhão de vezes mais grave (como a tal da "cruel, muito cruel gripe suína"). No fim, foi apenas mais um pouco de emoção na nossa viagem - e outra história para contar.

Israel de Norte a Sul

A vantagem de visitar um país pequeno é que torna-se possível ver mais atrações em menos tempo. Na primeira semana, viajamos para o Sul e na semana seguinte, para o Norte, com estadias em Jerusalém no início, meio e fim da viagem. Minha família toda mora na cidade e arredores. Para quem não sabe, meu pai é israelense, portanto, tenho uma longa lista de parentes no país, desde tios até muitas gerações de primos. E a Lu também tem um primo em Tel-Aviv. Fizemos tudo de carro, com muitas paradas e muitas aventuras para contar (veja as fotos e filmes).

Segue a lista de localidades visitadas: Jerusalém, Ein Bokek (Mar Morto), Qumran, Yotvata, Massada, Eilat, Mitzpe Ramon, Kibutz Degania Alef, Tzfat, Rosh Pinna, Tiberias, Naharia, Akko, Rosh Hanikra, Or-Yehuda e Tel-Aviv. E muita, mas muita estrada rodada!

Foi minha sétima visita à Israel, mas apenas a primeira em dez anos (a última havia sido como madrich/monitor do programa Tapuz em 1998/99). Portanto, o tom foi de um nostálgico reencontro, não só com a minha família, mas também com diversos lugares por onde passei muitas vezes antes, em momentos distintos, e com pessoas diferentes. Além disso, foi a primeira vez que fui para lá sem a minha família (pais) ou acompanhado de um grupo, seguindo assim meu próprio roteiro. Foi também a primeira vez que paguei tudo do meu bolso (acabaram as mamatas). E por fim, foi a primeira vez que minha família de lá conheceu a minha esposa!

Seja como for, dez anos é sem duvida, muito tempo. Uma década longe de Israel, com certeza, nunca mais...


No alto da Acrópole, em Atenas, Grécia.


Em Eilat, no extremo sul de Israel.


Passeio em Akko (Acre), com o Mar Mediterrâneo ao fundo.


No Babylonian Jewry Museum, nos arredores de Tel-Aviv.


Escala no Aeroporto, dentro do avião da Olympic Airlines. (1)


Escala no Aeroporto, dentro do avião da Olympic Airlines. (2)



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